
O TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) é conhecido por gerar inúmeras perturbações na vida de quem o possui. Seus sintomas podem ser desde os mais brandos até mais severos, causando prejuízos físicos e emocionais.
O transtorno é caracterizado por obsessões, compulsões ou ambos.
Sendo as obsessões: pensamentos que surgem sem a vontade ou controle da pessoa.
Já as compulsões, são os comportamentos derivados dessas obsessões. Ou seja, são as ações feitas para aliviar a ansiedade causada por esses pensamentos.
Ou seja, esses comportamentos que trazem alívio imediato a ansiedade, podem ser resumidos em comportamentos de checagem, compulsão por limpeza, de ordem e simetria, de repetição e compulsões ligadas a culpa e responsabilidade excessiva.
É importante lembrar que, as compulsões não necessariamente são efetivas, nem trazem prazer. Apenas aliviam a ansiedade momentânea. Outro ponto importante a ser destacado é que, todos nós temos pensamentos repetitivos, mas, o que caracteriza o TOC é a sua intensidade e principalmente os prejuízos que traz para a vida.
Dentre eles, podemos destacar ansiedades intensas, culpa, vergonha, sensação de perda de controle, gasto de tempo excessivo em rituais (comportamentos para aliviar a tensão causada pela obsessão) e prejuízo no trabalho, estudos, relacionamentos ou rotina.
Embora os sintomas sejam intensos, a boa notícia é que o Transtorno Obsessivo Compulsivo tem tratamento. E o prognóstico para quem passa por esse tratamento é animador.
O tratamento consiste em psicofármacos e psicoterapia, com uma melhora significativa quando ambos são combinados.
A abordagem com mais evidências científicas sobre a sua eficácia é a Terapia Cognitiva Comportamental.
O tratamento dentro da TCC (como carinhosamente chamamos essa abordagem) consiste especialmente por meio de uma técnica chamada: Exposição e Prevenção de Resposta (EPR).
Essa técnica visa expor o paciente gradualmente às situações, pensamentos ou imagens relacionadas ao evento que gera ansiedade e a prevenção de resposta seria não realizar a ação, ou seja, a compulsão. Com o tempo, percebemos uma habituação da ansiedade, redução da crença de que o ritual é necessário e o aumento da tolerância ao desconforto.
Além disso, técnicas como psicoeducação, identificação das obsessões e compulsões, reestruturação cognitiva, treino de aceitação da ansiedade e prevenção de recaída são utilizadas.
Durante o tratamento, terapeuta e paciente trabalham juntos para compreender como o TOC se mantém pelo alívio temporário da ansiedade, mapeamos os pensamentos, imagens e impulsos obsessivos, construímos uma lista das situações menos ansiogênicas para a mais ansiogênica e assim, avançamos gradualmente no processo de exposição, respeitando o ritmo do paciente. Além de, trabalharmos as crenças envolvidas, a intolerância à incerteza, pensamentos rígidos e a superestimação da ameaça.
Na psicoterapia, o paciente aprende que a ansiedade não é perigosa, ela atinge um pico de sentimento, mas desce, assim como uma onda do mar, além de que a ansiedade não precisa ser controlada para desaparecer.
Se você sofre com o transtorno obsessivo compulsivo ou conhece alguém nessa situação, saiba que é possível viver bem, há tratamento e o futuro pode ser diferente!